Deus acordou. Acabara de ter um sonho muito louco. Tomou um cafezinho da manhã para revigorar as energias e lá foi ele cheio de inspiração por em prática o que havia sonhado.
Em um dia ele criou uma idéia louca, com umas bolinhas girando em volta de outras, umas brilhando outras não. MASSA!!! Bem louco mesmo!!! E para completar a arte e dar assim um contraste, botou uma escuridão de fundo. Ficou lindo. Mas ainda não havia terminado.
No segundo dia ele resolveu botar mais elementos naquela monotonia de bolinhas. Escolheu uma delas e a tornou mais complexa. E para não ficar tudo tão estático, criou a água, que deu mais movimento à obra.
Terceiro dia o cara acordou inspiradaço. Criou zilhões de coisinhas fotossintetizantes, de tudo quanto é espécie. Geniaaaaaaaaaaall!! Tava tão inspirado que varou a noite, e no final do quarto dia ele já tinha colocado bactéria, flor, abelha, peixinho, orquídea, ornitorrinco ... e finalmente ficou satisfeito. A obra perfeita!! Não tinha como ficar melhor. Ai para comemorar ele saiu com os outros deuses e encheu o caneco. Chegou em casa cinco da manhã, mais louco que o Lobão. Olhou para a obra e deu uma risadinha de bêbado. Catou uma ferramenta que tava no chão, sentou lá mesmo e começou a arrancar todo aquele barro que tinha ficado preso embaixo da botina. Ainda rindo, começou a fazer cobrinha com o barro, amassa aqui, amassa lá, pega um chicletinho que tava grudado na sola também e faz duas bolinhas e um canudinho, grudou no meio de duas das cobrinhas, deu o nome de Adão para aquela coisinha esquisita e tacou a criatura na obra de arte. Caiu no sono. Dia seguine acordou com aquela maldita dor de cabeça, todo torto no chão. Esfregou os olhos e olhou para frente. Lá estava a bela obra de arte com uma criaturinha horrenda fazendo xixi em tudo quanto é canto, prendendo passarinho, pixando as cavernas, fazendo o maior fuá. Obviamente ficou puto com aquela criatura bizonha pelada, e resolveu criar outra que a conquistasse e a controlasse. Foi lá no jardim, pegou um pouco de barro da jardineira que dona Deusa acabara de aguar, e foi moldando aquele barro com muita delicadeza. Não, não tem nada de costela. É tudo balela. Quase na hora do almoço, Deus terminou de fazer a mocinha. Uma fofura. Botou uma florzinha no cabelo dela, deu um beijinho na testa e botou ela junto daquele vândalo descontrolado. Foi então almoçar.
Lá para umas quatro da tarde. Deus acordou. Deu aquela espreguiçada e foi ver como as coisas estavam andando na obra de arte dele. A hora que ele chegou até assustou. As criaturinhas tinham se multiplicado monstruosamente, e cada descendente saiu de um jeito, mas estavam tomando tudo quanto é canto. Praguinhas. Deus então tentou de tudo: alagou o planetinha, nomeou uma das criaturinhas como seu filho, para tentar organizar a baderna, mandou pragas e mais pragas, mas cada vez que ele fazia algo, as criaturas arranjavam uma maneira de se sair bem. Deus passou o resto do dia tentando inventar coisas. Até livro com seus mandamentos ele mandou, criou uma igreja, mas os diachos deturparam até isso. Foi então que Ele desistiu. Foi dormir, e no sétimo dia foi pra praia descansar com dona Deusa.








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